Você banca a sua paternidade?

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Os homens tem obrigação de bancar a paternidade apoiando de todas as formas possíveis (emocional, física, financeira) a partir do momento que se descobre a gravidez. A obrigação de criar o filho é dos dois, mas a mulher não tem escolha sobre bancar ou não.




Logo no primeiro mês de gravidez temos que lidar com mil mudanças no nosso corpo, que só aumentam, junto com os pitacos e as responsabilidades que serão cobradas apenas de nós. Ou a gente banca, ou a gente banca a maternidade, porque nem a opção de interromper a gravidez com segurança nós temos.



Os homens podem passar os 9 meses da gravidez sem que sua vida mude uma vírgula qualquer. E assim por toda a vida da criança. Eles tem obrigação, mas ninguém cobra deles e também por isso se sentem confortáveis com o comodismo de não assumirem nada.

Existem aqueles que bancam, existem aqueles que somem de vez e nunca mais aparecem e existem também aqueles que só aparecem algumas vezes no ano. O famoso "não ajuda e ainda atrapalha". É sobre esse terceiro tipo que quero falar.

Acompanhei durante anos amigas minhas que tiveram filhos com caras que não se contentaram em não bancar, em não mudar nada de suas vidas, mas ainda aparecem de vez em quando com a única intenção de desestabilizar, causar, importunar, movidos unicamente pela necessidade de inflar o próprio ego pra dizer que fazem alguma coisa pelo filho, que são pais.

Esse tipo é bem fácil de reconhecer. Ele não aparece porque ama o filho, caso contrário, não deixaria a criança carente de afeto e faria esse jogo de some e aparece que deixaria tonto qualquer adulto, quanto mais uma criança. Ele aparece porque precisa se sentir importante, quer poder dizer pra ele mesmo que cumpre com sua obrigação de pai. Alguns pegam a criança e devolvem doente. Outros pegam e devolvem cheios de presentes. Negligenciam a educação e tentam comprar afeto.